segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Quanto custa a felicidade?

A felicidade é um bem altamente inflaccionado no Mundo Ocidental e a culpa não é dos especuladores, como no caso do imobiliário. Aqui a culpa é nossa e só nossa... ou melhor, da nossa eterna insatisfação, ampliada por uma grande "falta de Mundo".

A forma tola como perseguimos a felicidade, em metáfora, é assim:
Um caçador de borboletas de rede na mão, entusiasmado, olhos esbugalhados e sorriso patético, persegue uma à esquerda depois outra à direita e ainda uma outra que surgiu por trás duma moita ao fundo quando, passado um bom bocado, não vislumbrando quaisquer borboletas no horizonte, dá por si e não sabe onde está, perdido pede a Deus por mais borboletas.

A verdade é que temos muito medo de não ser felizes ou que a nossa felicidade seja menor que a do vizinho. A esta fuga paranóica ouvi chamarem a "ansiedade do status", essa doença pós-moderna que aflige todos os que não têm nada realmente importante com que se preocupar.

Mas existem remédios, como estes:


Preocupe-se, ou melhor, ocupe-se como puder porque, no combate à pobreza, a pré-ocupação não adianta nada... além disso, a filantropia também traz felicidade. Duvida? Então experimente.

Mais fotos em: Claras em Castelo (e obrigado pela inspiração, Rosa)

3 comentários:

tiago disse...

boas Duarte... é o Tiago de território... espero que esteja tudo bem aí pelo Alentejo... A Rosa indicou-me o teu blog... e já vai para o leitor de RSS feed...

Curti a expressão "ansiedade do status" ;)

parabéns pelo blog
grande abraço!

joaobelard disse...

Happiness does not depend on outward things, but on the way we see them - Leo Tolstoy

joaobelard disse...

"Eu diria que o índice mais fiável de felicidade é não se perguntar se se é feliz. Quando se pergunta já o caldo da felicidade está entornado." Manuel António Pina, "Jornal de Notícias", 21-11-2007